CORPO DE BOMBEIROS - SÃO PAULO
CORPO DE BOMBEIROS - SÃO PAULO
EMERGÊNCIA
LIGUE: 193

Institucional

Organograma do Corpo de Bombeiros

Legenda:
  • CCB - Comando do Corpo de Bombeiros
  • Gab Cmt CB - Gabinete do Comandante do Corpo de Bombeiros
  • Subcmt CB - Subcomandante do Corpo de Bombeiros
  • CBM - Comando de Bombeiros do Metropolitano
  • CBI - Comando de Bombeiros do Interior
  • CoordOp CB - Coordenadoria Operacional do Corpo de Bombeiros
  • Dep Oper - Departamento de Operações
  • Dep Prev - Departamento de Prevenção
  • DP - Departamento de Pessoal
  • DFP - Departamento de Finanças e Patrimônio
  • Div Tel - Divisão de Telemática
  • Div OM - Divisão de Organização e Métodos
  • CSM/MOpB - Centro de Suprimento e Manutenção do Material Operacional de Bombeiros
  • ESB - Escola Superior de Bombeiros
  • GB - Grupamento de Bombeiros
  • GBMar - Grupamento de Bombeiros Marítimo
Área de Atendimento do Corpo de Bombeiros
Capital
Metropolitana
Interior
Litoral

Bombeiro em Números

Viaturas Históricas

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UT – 26 (Utilitário)
Este veículo de origem nacional, foi um dos precursores da mecanização das atividades do Corpo de Bombeiros do 6º Grupamento – Cubatão de 1973 a 2005, sendo julgado, objeto indispensável à manutenção de sua memória, foi gentilmente doado ao CSM/MOpB para restauração e incorporação ao Acervo Histórico do Corpo de Bombeiros. UT – 26 / Ford – Jeep Willys / 1973
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UR – 300 (Unidade de Resgate)
Veículo fabricado na Flórida, E.U.A. essa viatura tornou – se um ícone em termos de resgate pelas suas qualidades e admiração de seu design, prestou serviços de 1993 a 2004 no 5º GB atendendo a ocorrências nos municípios de Franco da Rocha, Caieiras, Mairiporã e Francisco Morato. Com a aquisição de viaturas mais modernas, foi gentilmente doada ao Acervo Histórico do Corpo de Bombeiros para a manutenção de sua memória. UR – 300 / Ford Wheeled Coach – 1993
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AR – 08 (Apoio a Resgate)
Em abril de 2002 foram adquiridas 22 ( Vinte e duas ) viaturas tipo Ambulância de marca General Motors – Chevrolet, modelo S-10 denominada AR ( Apoio a Resgate ), utilizada como viatura de suporte no atendimento de vítimas; e, anualmente nos períodos de dezembro a abril eram destinadas a utilização em operações de verão no litoral Paulista para transporte de vítimas de afogamentos e outros traumas.
Em 2008, com aquisição de viaturas mais modernas, foram transferidas para Unidades Básicas de Saúde ( UBS’s ) da Polícia Militar, sendo a AR-08 doada para compor a frota do Acervo Histórico do Corpo de Bombeiros para a manutenção de sua memória. AR – 08 / General M / S 10 – 2002
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AG – 07 (Auto Guincho)
Veículo fabricado na cidade de Hamburgo, dotado de guincho “Heros” com capacidade de levantamento de uma carga superior a 15 toneladas, muito utilizado na época para retirar tanques de guerra de atoleiros na antiga Alemanha Ocidental. O tempo em que esteve em operação no 1º GBS ( Cambucí ), atualmente 1º Grupamento de Bombeiros, foi muito utilizado em remoções de veículos pesados em ocorrências de colisões, capotamentos e etc. Restauração realizada pelo CSM/MOpB e posteriormente incorporado ao Acervo Histórico do Corpo de Bombeiros. AG – 07 / Mercedes Benz – 1967
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SK – 01 (SNORKEL)
Veículo fabricado em Indiana, E.U.A. essa viatura foi uma das primeiras plataformas a entrar em operação em São Paulo, fora adquirida pela prefeitura de São Bernado do Campo, prestou serviços de 1972 a 1992 em atendimento a ocorrências de grande vulto, sendo extremamente útil no combate ao grande incêndio a fábrica da VW na década de 70. Esta viatura inicialmente possuía uma bomba de incêndio a querosene, a qual era acionada por uma manivela e corria encima de trilho, localizado atrás da cabine, ela foi substituída quando da troca do motor original, um Caterpille, por um motor Scania 112.
Em Nov/1992 foi gentilmente doado ao Acervo Histórico do Corpo de Bombeiros. SK – 01 / Ford – 1972
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CM – 11 (Cavalo Mecânico)
Veículo de origem nacional. Prestou serviços de 1953 a 1993 na área do 3º Grupamento de Bombeiros, zona leste de São Paulo, em atendimento a emergências de grande porte; levando, mediante seu reboque, água para suprir nossos Auto Bombas. Restauração realizada pelo CSM/MOpB e posteriormente incorporado ao Acervo Histórico do Corpo de Bombeiros. CM – 11 / Scania Vabis – 1963
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TP – 07 (Transporte de Pessoal)
Este veículo de origem nacional, prestou serviços no 8º Grupamento de Bombeiros desde 1974, sendo utilizado pelo diretor de serviços no acompanhamento das ocorrências no município de Santo André – SP até 1990, e posteriormente incorporado ao Acervo Histórico do Corpo de Bombeiros. TP – 07 / Chrysler / Dodge Dart Coupê Luxo / 1974
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TP – 140 (Transporte de Pessoal)
Veículo de origem nacional. Essa viatura, fora adquirida pela prefeitura de Ribeirão Preto, sendo utilizada como Viatura de Policiamento de Área, servindo ao 12º BPM/M com Registro Operacional M-12313; com aquisição de novas viaturas para o Policiamento, em agosto de 1988 foi transferida para execução de serviços administrativos do Corpo de Bombeiros do 13º GB, região de São José do Rio Preto, onde permaneceu por duas décadas. Em agosto de 2008, foi gentilmente doado ao Acervo Histórico do Corpo de Bombeiros. TP – 140 / VW – 1986
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TP – 160 (Transporte de Pessoal)
Veículo de origem nacional. Essa viatura, fora adquirida pela prefeitura de Botucatú, prestou serviços de 1986 a 2004, sendo extremamente útil para execução de serviços administrativos. Em Março de 2004, foi gentilmente doado ao Acervo Histórico do Corpo de Bombeiros.

TP – 160 / VW – 1986
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TP – 275 (Transporte de Pessoal)
Veículo de origem nacional. Esta viatura, fora transformada em 1977 em cima de um chassi VW sedan 1973, recebendo uma carroceria de fiberglass tipo buggy, tal transformação deu-se devido a criação do Posto de Bombeiros Guarapiranga para patrulhamento de praia e transporte de embarcações. Restauração realizada pelo CSM/MOpB e posteriormente incorporado ao Acervo Histórico do Corpo de Bombeiros.

TP – 275 / VW – 1973
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AQ – 01 (Auto Químico)
Veículo fabricado na Flórida, E.U.A. essa viatura tornou – se um ícone em termos de resgate pelas suas qualidades e admiração de seu design, prestou serviços de 1993 a 2004 no 5º GB atendendo a ocorrências nos municípios de Franco da Rocha, Caieiras, Mairiporã e Francisco Morato. Com a aquisição de viaturas mais modernas, foi gentilmente doada ao Acervo Histórico do Corpo de Bombeiros para a manutenção de sua memória. UR – 300 / Ford Wheeled Coach – 1993
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AQ – 02 (Auto Químico)
Veículo fabricado em Michigan, E.U.A. Prestou serviços de 1953 a 1998 em atendimento a emergências com produtos perigosos na empresa ” Petrobras” ( Refinaria Capuava ), área do 8º Grupamento de Bombeiros, região do grande ABC. Em Set/1998 foi gentilmente doado ao Bombeiro e posteriormente incorporado ao Acervo Histórico do Corpo de Bombeiros. AQ – 02 / Ford – 1953
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AB – 01 (Auto Bomba)
Esta viatura é carinhosamente conhecida no Corpo de Bombeiros como "Vovózinha" pelo o estilo do "Design" e por ser uma das viaturas mais antigas do Acervo Histórico.
A bomba de incêndio deste veículo é uma "Hatfield Inglesa" com pistão de ação dupla, tendo como fonte de energia uma caldeira a vapor que utilizava lenha como combustível. Este equipamento trabalhou em uma carroça puxada a tração animal e posteriormente foi adaptado neste chassi International EUA-1930, prestando excelentes serviços até 1963 na cidade de Campinas. AB – 01 / International / 1930
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AB – 02 (Auto Bomba)
Fabricado em Nova Iorque – EUA. Apelidado de "Volta ao Mundo" por ter sido montado com tecnologia de vários paises. Sua história se fez com participações ativas em todos os grandes incêndios que atingiram a capital de São Paulo sempre com ótimo desempenho e confiabilidade. Em 1.970 também serviu como plataforma no transporte dos atletas vencedores da Copa do Mundo (Pelé e companhia). Prestou serviços até 1.992. Restauração realizada pelo CSM/MOpB e incorporado ao Acervo Histórico do Corpo de Bombeiros. AB – 02 / Mercedes Benz – 1965
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AB – 16 (Auto Bomba)
Veículo de origem nacional, dotado de uma cabine inteiramente em aço, motor diesel tipo D-11 de 6 cilindros e 195 HP de potência, caixa de câmbio e caixa auxiliar sincronizada e freios a ar sistema Bendix – Westinghouse. Curiosamente ganhou o apelido de “Cabeça de Macaco” em virtude de sua cabine dupla e seu “focinho” lembrar o animal. Prestou serviços até 1989 com ótimo desempenho e confiabilidade na área do 10º Grupamento de Incêndio na região de Marília. Restauração realizada pelo CSM/MOpB e incorporado ao Acervo Histórico do Corpo de Bombeiros. AB – 16 / Scania Vabis– 1968
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AB – 36 (Auto Bomba)
Este Auto Bomba "Américan La France" fabricado nos EUA em 1936, nos remete a uma fase "romântica" do Corpo de Bombeiros de São Paulo, na qual foram lapidados os mais puros ideais de abnegação e cumprimento do dever, tão presentes em toda carreira do grande Comandante. O Cel. Eduardo Assumpção, falecido em abril de 1994, alcançou a mais alta posição da Polícia Militar "Comandante Geral" e, tendo comandado o Corpo de Bombeiros de 1989 até 1991 , deu início ao mais intenso processo de reequipamento e atualização tecnológica já vista na corporação. Restauração realizada pelo CSM/MOpB e incorporado ao Acervo Histórico do Corpo de Bombeiros. AB – 36 – Américan La France – 1936
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AB – 54 (Auto Bomba)
Esta viatura foi fabricada nos Estados Unidos no ano de 1951 e tem como principal característica a frente alongada com curvas marcantes, típica dos veículos ford da época. Com motor Rochet e uma potente bomba de incêndio (Waterous) o "Big Job", como é conhecido este Auto Bomba, teve uma brilhante atuação no combate à incêndios no tempo em que trabalhou no município de São Carlos e com aquisição de novos equipamentos foi gentilmente doado ao Acervo Histórico do Corpo de Bombeiros. AB – 54 / Ford Big Job F7 – 1951
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AB – 63 (Auto Bomba)
Este Auto Bomba "GMC", fabricado em Nova Iorque-EUAem 1974, é dotado de motor Detroit (Marítimo) e bomba de incêndio com capacidade de 1000 GPM, além de um reservatório de 3800 litros. Entrou em operação no ano de 1975, um período conhecido como “Pós Andraus e Joelma”, trazia consigo um considerável avanço tecnológico que vinha ao encontro da reestruturação nacional dos serviços de Bombeiros que então acontecia. Até hoje é lembrado com orgulho por aqueles que o dirigiram, pela beleza de seus detalhes cromados e seu Design arrojado para o padrão das viaturas da época. Em 1993 após excelentes serviços prestados, foi incorporado ao Acervo Histórico do Corpo de Bombeiros. AB – 63 / GMC – 1974
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AB – 117 (Auto Bomba) "Butterfly"
Esta viatura, fabricada em Nova Iorque-EUAem 1957, é dotada de motor Detroit diesel, conhecido como GM (Marítimo), sua bomba de incêndio tem capacidade de 500 GPM, possui também um reservatório de 3.400 litros. Até hoje é lembrada com orgulho por aqueles que a dirigiram, pela beleza de seus detalhes, e seu design arrojado para o padrão das viaturas da época. Esta viatura possui o simpático apelido de “Borboleta” em virtude de suas tampas de motor que, quando abertas, lembram o inseto. Após excelentes serviços prestados na região de Campinas, foi incorporada ao Acervo Histórico do Corpo de Bombeiros. AB – 117 – "Butterfly"
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AB – 138 (Auto Bomba)
Esta viatura "Auto Bomba GMC", fabricada em Nova Iorque-EUAem 1975, adquirida no período pós Andraus e Joelma, apresentou considerável avanço tecnológico, compatível com a reestruturação dos serviços de bombeiros a nível nacional que então se dava. É dotada de motor Detroit (Marítimo) e bomba de incêndio com capacidade de 1000 GPM, além de um reservatório de 3. 800 litros. Enchia de orgulho seus motoristas pela beleza de seus detalhes e seu design arrojado para o padrão das viaturas da época. Após excelentes serviços prestados na região de Santo André ( 8º Grupamento de Bombeiros ), em 2001 foi incorporado ao Acervo Histórico do Corpo de Bombeiros. AB – 138 / GMC – 1975
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AE – 01 (Auto Escada)
Esta viatura de origem Alemã, adaptada com motor diesel de 8 cilindros e potência de 200 HP é dotada de escada guincho, confeccionada em aço com alcance de 44 metros, suportando uma carga superior a 2000 kg , e seu acionamento se faz por sistemas hidráulico. Atuou no combate aos incêndios dos edifícios Andraus e Joelma na cidade de São Paulo; em 1980, foi movimentada para as regiões de Rio Claro e Ribeirão Preto onde permaneceu até 1996, sendo então destinada a restauração e movimentação para o Acervo Histórico do Corpo de Bombeiros. AE – 01 / Magirus Deutz / 1965
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AE – 03 (Auto Escada)
Esta viatura de origem Alemã, trouxe das terras germânicas a qualidade da famosa fábrica de carros e equipamentos de bombeiros ( Magirus Deutz ) que lhe permitiu operação por mais de três décadas. É dotada de escada guincho, confeccionada em aço, com alcance de 40 metros, suportando uma carga superior a 1000 kg , e seu acionamento se faz por sistema hidráulico, esteve em operação até 1994 na região do grande ABC (Santo André), posteriormente destinada ao CSM/MOpB para restauração e movimentação para o Acervo Histórico do Corpo de Bombeiros.

AE – 03 / Magirus Deutz / 1958
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AE – 05 (Auto Escada)
Esta viatura de origem Alemã, adaptada com motor diesel de 8 cilindros e potência de 220 HP é dotada de escada guincho, confeccionada em aço com alcance de 45 metros, suportando uma carga superior a 2000 kg , e seu acionamento se faz por sistema mecânico. Atuou no combate aos incêndios dos edifícios Andraus e Joelma na cidade de São Paulo; em 1980, foi movimentada para a região de Rio Claro onde permaneceu até 1996, sendo então destinada a restauração e posteriormente encaminhada para o Acervo Histórico do Corpo de Bombeiros. AE – 05 / Magirus Deutz / 1967
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AE – 08 (Auto Escada)
Esta viatura de origem nacional, é dotada de escada guincho, confeccionada em aço com alcance de 30 metros, suportando uma carga superior a 2000 kg, e seu acionamento se faz por sistemas hidráulico. Atuou no combate aos incêndios dos edifícios Andraus e Joelma na cidade de São Paulo. Em 1996, foi destinada a restauração e posteriormente movimentada para o Acervo Histórico do Corpo de Bombeiros. AE – 08 / Mercedes Benz / 1967
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AE – 09 (Auto Escada)
Esta viatura de origem Alemã, adaptada com motor diesel de 8 cilindros e potência de 220 HP, é dotada de escada guincho com plataforma de trabalho, confeccionada em aço com alcance de 30 metros, suportando uma carga superior a 2000 kg e como plataforma até 200 kg, e seu acionamento se faz por sistemas hidráulico. Atuou no combate aos incêndios dos edifícios Andraus e Joelma na cidade de São Paulo; em 1980, foi movimentada para a região de São José do Rio Preto onde permaneceu até 1996, sendo então destinada a restauração e posteriormente movimentada para o Acervo Histórico do Corpo de Bombeiros. AE – 09 / Magirus Deutz / 1967
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AE -11 (Auto Escada)
Este veículo de origem Alemã, adaptado com motor diesel, é dotado de escada confeccionada em madeira com alcance de 30 metros, sendo acionada por sistemas mecânico ou manual; conserva ainda o seu dispositivo sonoro de advertência ( Sino de Bronze ) e pneus maciços, sendo totalmente restaurado pelo CSM/MOpB e dedicado na época em homenagem ao Ex-Comandante “Cel. PM João Antonio Braz Neto” pelo seu elevado grau de desempenho e brilhantismo no período em que esteve no comando deste centro. AE – 11 / Magirus Deutz / 1911
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AE – 12 (Auto Escada)
Veículo de origem Alemã, considerado o mais avançado de sua época, um dos últimos caminhões a gasolina fabricado pela Mercedes Benz.
O levantamento de carga mediante o mecanismo de elevação da escada já suportava uma carga superior a 300 kg sem esteio e a mais de 2.000 kg com esteio e atingia uma altura 30 metros, sua capacidade de suportar só era possível pela estrutura de sua escada ser confeccionada com madeiras da mais alta qualidade das florestas Germânica. Restauração realizada pelo CSM/MOpB e posteriormente incorporado ao Acervo Histórico do Corpo de Bombeiros. AE – 12 / Mercedes Benz – 1928
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AE – 46 (Auto Escada)
Esta viatura de origem Alemã, trouxe das terras germânicas a qualidade da famosa fábrica de carros e equipamentos de bombeiros ( Magirus Deutz ) que lhe permitiu operação por mais de três décadas, atendendo as cidades de Presidente Prudente, Araçatuba e Birigui, na região do 14º GB, em ações de combate a incêndios e salvamentos em edificações elevadas cujas alturas superavam a 40 metros. É dotada de escada guincho, confeccionada em aço, e seu acionamento se faz por sistema hidráulico, esteve em operação até 2006, posteriormente destinada ao CSM/MOpB para restauração e movimentação para o Acervo Histórico do Corpo de Bombeiros. AE – 46 / Magirus Deutz / 1975
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AE – 47 (Auto Escada)
Viatura de origem Alemã ( Magirus Deutz ), modelo DL-44, motor Diesel de 8 cilindros e 255 HP refrigerado a Ar, é dotada de escada guincho, confeccionada em aço, com alcance de 46 metros e seu acionamento se faz por sistema hidráulico. Esteve em operação por mais de três décadas, atendendo ao 16º GB na cidade de Capivari, em ações de combate a incêndios e salvamentos em edificações elevadas cujas alturas superavam a 40 metros. Em 2007 foi destinada ao CSM/MOpB para restauração e movimentação para o Acervo Histórico do Corpo de Bombeiros. AE – 47 / Magirus Deutz / 1975
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AE – 50 (Auto Escada)
Veículo de origem Alemã, dotado de escada guincho, mediante o mecanismo de elevação da escada, suporta uma carga superior a 400 kg e a mais de 3000 kg com esteio, atingia uma altura de 45 metros de comprimento. O tempo em que esteve em operação, trabalhou na região de Campinas no 7º Grupamento de Bombeiros. Restauração realizada pelo CSM/MOpB e posteriormente incorporado ao Acervo Histórico do Corpo de Bombeiros.

AE – 50 / Mercedes Benz – Mod. Carl Metz – 1953

São Floriano

São Floriano nasceu provavelmente no começo do século III d.C., sob o reino do imperador romano Diocleciano. Consta que ele era um oficial romano em uma das legiões estacionadas na Europa, provavelmente na região da moderna Áustria. Ele era cristão e era administrador militar da província de Nórica. Viveu boa parte da vida na cidade de Mantem, próxima a Kems, na atual Alemanha.

Seu oficial superior era Aquilino, comandante da legião romana no vale do rio Danúbio, onde existiam muitos soldados. O mais antigo registro histórico sobre São Floriano foi encontrado num documento de doação de terras que data do século VIII, onde o presbítero Reginolfo oferecia para a Igreja Católica algumas propriedades de terras, entre elas, “as do lugar aonde foi enterrado o precioso mártir Floriano”.

A igreja cristã em seus primórdios se espalhou rapidamente pelo Império Romano em especial por suas vias de circulação e também por seus soldados. O fato de ficarem estacionados em regiões distantes de Roma devido às conquistas fazia com que os ensinamentos cristãos chegassem aos confins remotos do império. Muitos mártires cristãos foram do exército romano.

No século III, o imperador Diocleciano, um governante de grande energia, inteligência e habilidade, tornou-se perseguidor dos cristãos. Com o auxílio do genro Galério, ele iniciou prisões, torturas e expediu um decreto que proibia qualquer culto cristão e exigindo que qualquer livro religioso fosse destruído. A perseguição foi estendida também para as legiões, onde os soldados não podiam professar sua fé, sendo obrigados a jurar fidelidade ao imperador e aos seus ídolos sob pena de morte. No entanto, muitos militares foram executados por não terem acatado às ordens de Diocleciano, inclusive Floriano, que, junto com quarenta companheiros, foi sentenciado à morte por Aquilino.

Os soldados tinham se apresentado ao comandante para comunicar que eram cristãos e que não poderiam mais servir ao imperador, o que os levou à prisão. Nenhum dos quarenta presos, nem Floriano, renunciou a fé cristã. Por conta disso, todos eles foram sentenciados à morte, com uma pedra amarrada no pescoço e atirados ao rio Enns, tendo sido executados em 4 de maio de 304. Seu corpo acabou sendo resgatados por cristãos mais abaixo no rio.

Sua veneração foi oficialmente introduzida na Igreja pelo Martirológio Romano no século VIII, que manteve esta data para a festa litúrgica. No local da sua sepultura construíram um convento da Ordem dos Beneditinos. Mais tarde, passou para as mãos da Ordem dos Agostinianos, que difundiram a sua memória e a de seus companheiros. Seu culto se popularizou rapidamente na Áustria e na Alemanha, onde os fiéis recorrem a ele pedindo proteção em especial contra as inundações. Por essa sua tradição com a água, ao longo do tempo são Floriano se tornou o protetor contra os incêndios e padroeiro dos bombeiros.

Diz-se que devido aos constantes incêndios que sempre assolaram as modestas construções, Floriano teria criado um pequeno destacamento de legionários para permanentemente lutar contra o fogo. O nome deste grupamento de homens ficou conhecido como combatentes do fogo. Há uma lenda que diz que uma noite um grande incêndio destruía parte da vila que administrava e que ao rogar ajuda a Deus, com um único balde, ele teria acabado com o fogo.

Em 1138, seus restos mortais foram enviados de Roma pelo Papa Lúcio III para o rei Cassimiro da Polônia e para o bispo de Cracóvia, já que São Floriano tinha sido indicado como padroeiro da Polônia e de Linz, no norte de Áustria.

São Floriano é o padroeiro dos bombeiros, protetor contra os incêndios e de todos os que combatem o fogo. É também protetor dos limpadores de chaminés. Ele viveu no século III d.C. Sua festa é celebrada no dia 4 de maio. Sua imagem conta a história de sua vida. Vamos conhece-la.

Um pouco mais sobre São Floriano
A farda de São Floriano

A farda de São Floriano, com detalhes em dourado e azul, revela que ele foi oficial do exército romano, ocupando um cargo acima do de centurião. De fato, ele atuou numa legião fixada na região da atual Áustria, no vale do rio Danúbio. Devido à sua inteligência, perspicácia e coragem, foi designado administrador militar numa vila chamada Noricum, onde sua legião se fixara.

A cruz na mão esquerda

A cruz na mão esquerda de São Floriano simboliza a fé cristã que ele professava mesmo sendo um oficial do exército romano. Fixado numa legião romana distante de Roma foi mais fácil para ele e para milhares de soldados viverem a fé cristã. Com efeito, um grande número de mártires cristãos dos séculos II e III eram soldados romanos.

O balde de São Floriano

O balde de São Floriano, às vezes segurado por ele, ou, às vezes, por um anjo, retrata a missão que ele assumiu em sua legião. Em determinada época do ano a região de Noricum era assolada por incêndios que ameaçavam seriamente a vila. Por isso, São Floriano treinou e coordenou um grupo de soldados que se tornaram especialistas no combate ao fogo. Este grupo passou a se chamar “Combatentes do Fogo”. Certa vez, um grande incêndio surpreendeu a vila de madrugada. O fogo se alastrou tão rapidamente que os soldados não tiveram tempo para combatê-lo. Por isso, São Floriano fez uma oração pedindo a Deus um milagre. Em seguida, sentiu no coração o impulso de pegar um balde de água e atirá-la ao fogo. Quando fez isso, o fogo cessou imediatamente, para espanto de todos. Por causa disso, muitos soldados de sua legião se tornaram cristãos. E, também por causa disso, ele é o protetor dos bombeiros, protetor contra os incêndios e de todos os combatentes do fogo.

O anjo ao lado de São Floriano

O anjo ao lado de São Floriano significa o Mensageiro que levou seu pedido até Deus. Significa também a proteção de Deus para com todos aqueles que dedicam suas vidas pelo bem do próximo.

O estandarte branco com a cruz vermelha

O estandarte branco com a cruz vermelha sustentado pelo braço esquerdo de São Floriano significa que, além de ser cristão, ele propagou a fé cristã onde estava, principalmente entre os soldados de sua legião, sob seu comando. A cruz vermelha também simboliza o sangue de Cristo e dos mártires. São Floriano passará por esta dura prova de fé.

A pedra de moinho

A pedra de moinho ao lado de São Floriano nos fala de seu martírio. Por ordem do Imperador Diocleciano, o comandante da legião à qual São Floriano pertencia começou a agir contra os cristãos. Assim, ele prendeu São Floriano e mais quarenta soldados liderados por ele sob a acusação de terem se tornado cristãos. O comandante exigiu que eles renunciassem à fé em Jesus Cristo e adorassem ao imperador, que era visto em todo o império como um “deus”. São Floriano e os demais soldados recusaram-se a obedecer, alegando que:

  1. o imperador não era um “deus”, mas Jesus Cristo, sim;
  2. a fé em Cristo era um bem precioso demais;
  3. a fé não atrapalhava o império e não era incompatível com a função dos soldados, mas, pelo contrário, enobrecia tal função.

O comandante, porém, não aceitou tais argumentos e mandou torturar São Floriano e os quarenta soldados. Como eles permaneceram firmes, sem renunciar a Cristo, o comandante mandou mata-los. São Floriano foi amarrado a uma pedra de moinho e atirado no rio Ens, que banhava a vila. Assim, ele deu sua vida pelo fogo abrasador que é a fé em Jesus Cristo. Isso aconteceu em 4 de maio do ano 304 e este dia tornou-se o dia da festa de São Floriano.

Oração de São Floriano

“Ó Deus, que envia ao mundo homens e mulheres para nos lembrar que o seu amor está acima de todas as coisas, dai-nos, pela intercessão de São Floriano, buscar sempre a união convosco e com todas as pessoas de boa vontade. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!”

O Corpo de Bombeiros


Introdução

As primeiras responsabilidades legais pelo serviço de bombeiros datam de 25 de fevereiro de 1841, quando foi promulgada a Lei Nº 13 que marcou o serviço do Corpo Municipal Permanente. Essa Lei, além de missões inerentes ao serviço policial, como o estabelecimento das responsabilidades para os serviços de guarda, de condução de presos, de captura de indivíduos, de escolta de valores e de patrulhas na capital ou locais destacados, atribuiu àquele corpo policial, a atuação obrigatória no combate aos incêndios e no socorro de pessoas em perigo. A citada lei é a mais antiga legislação referente à atribuição de serviços de bombeiros à uma Corporação, nos arquivos da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

Lei Nº 13, de 25 de fevereiro de 1841

[...] Ao corpo de municipaes permanentes desta capital pertence:
[...] § 8.º - O [serviço] de accudir immediatamente aos incendios, e de executar as medidas urgentes para evitar seus estragos, requerendo os serviços dos visinhos, espectadores [...]: o governo na capital lhe ministrará uma bomba para este serviço.
§ 9.º - O [serviço] de assistir a qualquer cidadão que reclame auxilio em momento de perigo [...].
Font: Arquivo da ALESP

O serviço de extinção de incêndios e socorro de pessoas continuou sendo executado como atividade secundária dos corpos policiais da época até que, em 10 de março de 1880, a Assembleia Legislativa provincial estabeleceu a Lei Nº 6 que, sancionada pelo presidente da província de São Paulo, autorizava o governo a organizar uma seção de bombeiros, anexa à Companhia de Urbanos da capital, e a fazer a aquisição de maquinários próprios para o cumprimento da missão de extinção de incêndios, primeira e até então única missão legal atribuída ao efetivo destacado. O sancionamento desta lei representou a primeira vez que um efetivo foi designado para dedicar-se exclusivamente ao serviço de bombeiros no Estado de São Paulo.

Lei Nº 6, de 10 de março de 1880

[...] Faço saber a todos os seus habitantes que a assembléa legislativa provincial decretou e eu sanccionei a lei seguinte:
[...] Fica o governo da provincia autorisado a organisar, desde já, uma secção de bombeiros, annexa à companhia de urbanos da capital, e a fazer acquisição dos machinismos proprios para a extincção de incendios.
Font: Arquivo da ALESP

Ao longo dos anos, aquela pequena Seção de Bombeiros elevou-se de categoria, agregou novas missões e teve seu contingente reforçado para garantir a capilarização da prestação de serviços em todo o Estado, evoluindo assim para o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Ao longo de sua história, vários foram os desafios e as conquistas dos valorosos personagens que conduziram essa Instituição até os dias de hoje. A história do Corpo de Bombeiros foi construída diariamente nestes mais de 138 anos no cumprimento das mais nobres tarefas que hoje se traduzem na seguinte missão institucional:

Atuar como coordenador do Sistema de Atendimento de Emergências do Estado de São Paulo, provendo proteção e resposta imediata às emergências de incêndio, salvamento e resgate.

O presente capítulo tem a missão de apresentar ao leitor alguns destes fatos históricos marcantes que tornaram a Instituição o que ela é hoje, uma referência nos serviços de bombeiros.


Criação do Corpo de Bombeiros

Na segunda metade do século XIX, São Paulo experimentou um surto de progresso que transformou completamente, a até então pacata cidade, em uma das maiores metrópoles do mundo. Apenas entre os anos de 1.872 e 1.900, a população cresceu mais de 7 vezes, saltando de 31.385 para 239.620 habitantes. Nesse contexto, a demanda por um serviço de atendimento às emergências se tornou inadiável, culminado com a criação do Corpo de Bombeiros em 1880.

No ano de 1850, a cidade se expandia em todas as direções e os casebres de pau a pique iam sendo substituídos por edificações maiores e mais modernas. Da mesma forma que a cidade crescia, cresciam também os incêndios, os quais não eram raros nesta época, pois, não eram evitados de maneira organizada. Como exemplo, pode-se citar o comércio e depósito de explosivos e inflamáveis instalados no coração da cidade.
Na ausência de um serviço de bombeiros, a atividade de extinção de incêndios era incumbida aos policiais e à população em geral. Tão logo tocasse o sino de alguma igreja anunciando o fogo, um contingente do Corpo de Permanentes era destacado para que, juntamente com homens e mulheres, incluindo os escravos, organizassem o combate às chamas.
Em dezembro de 1850, na Rua do Rosário, atual XV de Novembro, esquina com a Rua Boa Vista, ocorreu um grande incêndio, o qual, por conta da falta de recursos apropriados para sua extinção, assumiu proporções assustadoras, ameaçando consumir todo o quarteirão. Comentando sobre o ocorrido, o então presidente da província, José Thomaz Nabuco de Araújo, resignava-se, demonstrando a tristeza de nada poder fazer para socorrer os cidadãos pela total ausência de meios.
Esse incêndio foi extinto pela ação dos cidadãos e pelo uso de uma bomba manual emprestada por um francês, chamado Marcelino Gerard. Por conta do ocorrido, foram adotadas no ano seguinte diversas posturas regulamentando a estocagem de produtos e a atuação dos sineiros, aguadeiros e da população em casos de incêndio. Em continuidade às providências, foi adquirida a bomba do cidadão francês, que, junto com outra bomba manual mais antiga, tornaram-se os únicos equipamentos para o combate a incêndios da época.

Lei de criação do Corpo de Bombeiros

Em 1862 ocorreu um incêndio em uma livraria na Rua do Carmo, sem grandes proporções, porém, suficiente para alertar o poder público, pois, constatou-se, mais uma vez, não haver a menor estrutura para se combater incêndios.
No ano seguinte, em 1863, ocorreu novo incêndio, desta vez na Rua do Comércio, em uma loja de ferragens, decorrente da explosão de uma barrica de pólvora. O fato se repetiu em 1870, quando novamente um barril de pólvora explodiu no centro da Cidade de São Paulo.
Em 1874 o Dr. Joaquim José do Amaral, chefe de polícia, pediu ao presidente da Província que fossem destinados recursos e que fosse autorizada a criação de um serviço regular de bombeiros, com pessoal habilitado e com a aquisição de equipamentos apropriados, tendo sido criada uma turma de bombeiros que ficaria agregada à Companhia de Urbanos, reunindo um total de 10 homens egressos do Corpo de Bombeiros da Corte. Contudo, com a substituição do chefe de polícia, seu sucessor não deu continuidade ao trabalho e logo essa função foi abandonada e os bombeiros foram designados para tomar conta das ruas.
E foi assim, em meio a paliativos, que chegou o fatídico 15 de fevereiro de 1880, trazendo o incêndio que destruiu a biblioteca da Faculdade de Direito e o arquivo do Convento de São Francisco, no tradicional largo da capital paulista. No dia seguinte, em um indignado discurso, o deputado Ferreira Braga destacou o fato de uma cidade importante como São Paulo, “tão rica quanto populosa”, não possuir um Corpo de Bombeiros perfeitamente organizado, e propôs a criação de uma Seção de Bombeiros, composta de 20 homens, vinculada à Companhia dos Urbanos.
A lei foi publicada em 10 de março de 1880, data que determina a criação Oficial do atual Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

A Seção criada ocupou uma parte do prédio onde funcionava a Estação Central da Companhia de Urbanos, na Rua do Quartel (hoje Rua 11 de Agosto), sendo requisitado o material necessário para sua formação. O Tenente José Severino Dias, oriundo do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, onde tinha o posto de alferes, assumiu o comando em 24 de julho de 1880, iniciando de imediato os trabalhos de organização dos serviços de combate a incêndios, de instrução e da instalação da Seção. Deste modo estabeleceu-se a Seção que definitivamente seria o embrião do atual Corpo de Bombeiros.

José Severino Dias, primeiro
comandante do Corpo de Bombeiros

O crescimento da capital paulista e de outras metrópoles no Estado de São Paulo, bem como o consequente aumento das exigências do serviço, alavancaram o desenvolvimento daquela Seção de Bombeiros que passou a exigir um efetivo maior e mais preparado e uma maior quantidade de equipamentos para o atendimento das demandas.
No tocante ao efetivo, várias foram as elevações de categoria com aumento de militares no quadro de pessoal. Pouco após sua criação, já em 1887, parte do material recebido não passava pelo portão da Estação Central de Urbanos e, por conta disso, a Seção foi transferida para o prédio da Rua do Trem, hoje, Rua Anita Garibaldi, local da atual sede do Comando do Corpo de Bombeiros.
Em 1891, já com 64 bombeiros, a Seção foi elevada à categoria de Companhia de Bombeiros, passando a contar com 168 homens e com uma grande aquisição de materiais e equipamentos e, no mesmo ano, em 14 de novembro, foi então elevada a Corpo de Bombeiros, passando a contar com 240 homens mais bem selecionados e preparados em um espaço de tempo maior.
Com o tempo, o Corpo de Bombeiros foi impelido a iniciar a expansão progressiva e a capilarização dos serviços prestados em vários municípios do Estado de São Paulo, assumindo a responsabilidade pela pronta resposta às emergências em todo território estadual na preservação de vidas e do patrimônio.
Essa heroica escalada contou com a coragem e a dedicação de bravos bombeiros, de todas as patentes e graduações, que realizaram seu trabalho com afinco e amor à causa.


Conheça mais a nossa história no livro “Éramos Vinte – A História do Corpo de Bombeiros de São Paulo”, com textos da jornalista Tânia Galluzzi e realização da Editora Gramani e Ministério da Cultura.

Escola Superior de Bombeiros

A formação técnica é um dos pilares do Corpo de Bombeiros de São Paulo. A Escola Superior de Bombeiros, ESB, é referência na disseminação do conhecimento na área de prevenção e combate a incêndios e emergências, recebendo profissionais de vários países. Do início rudimentar, com a organização dos primeiros manuais de instrução no começo do século XX, até a estruturação deste que é considerado o maior centro de treinamento de bombeiros da América Latina, no município de Franco da Rocha, passaram-se mais de 60 anos.


A história da ESB remonta ao ano de 1964, com a implantação da Companhia Escola de Bombeiros nas dependências da 4ª Companhia, no bairro do Cambuci (antiga 3ª e atual instalação do 1º Grupamento de Bombeiros). Em 1967, a escola foi transferida para uma área ampla, mas com instalações improvisadas, na invernada do Barro Branco (onde funcionava e funciona até hoje a Academia de Polícia Militar do Barro Branco), como Centro de Instrução e Adestramento, CIAd.

No final de 1985, o CIAd precisou desocupar o local, sendo realocado em condições precárias, sob a denominação de Centro de Instruções de Bombeiros, CIB, no prédio do Comando do Corpo de Bombeiros, na Praça Clóvis Beviláqua, no centro da capital. Já como Centro de Ensino e Instrução, CEIB, na década de 1990, foi preciso valer-se também de instalações do 4º e 8º Grupamentos para a especialização de motoristas, soldados e sargentos, até a transferência para sede definitiva, em 1999, ainda como CEIB, atual ESB.

A estrutura do atual núcleo de formação foi erguida em um terreno de 108,9 hectares (1.890.000 m²) em Franco da Rocha, Região Metropolitana de São Paulo. Às margens do Rio Juqueri e do Reservatório Paulo de Paiva Castro, o espaço pertencia à Secretaria da Saúde, passando depois para as mãos da Secretaria de Segurança Pública, já prevendo a construção de um local para a formação e especialização de bombeiros.

São 37,6 mil m² de área construída e uma ampla invernada, onde são realizados os mais diversos treinamentos. Nas instalações estão 32 salas de aula, alojamento para 768 alunos, quatro refeitórios, duas torres de treinamento para combate a incêndio e salvamento em altura, uma pista para treinamento de busca e resgate em estruturas colapsadas, galerias subterrâneas para treinamento em espaço confinado e três pistas para exercícios de combate a incêndios.

A estrutura de treinamento mais recente, inaugurada em março de 2016, é chamada de Cidade do Fogo e pode ser considerada uma das pistas de simulação mais completas do mundo. Formada por seis estações de treinamento para combate a incêndio estrutural, que permitem simular diversos cenários de fogo em locais fechados como uma casa térrea, um sobrado e um andar de hotel, a pista aproxima o treinamento de condições reais.

A escola conta com cerca de 220 professores (98% bombeiros), que se dividem em sete departamentos de ensino: produtos perigosos, resgate, salvamento terrestre, salvamento aquático, salvamento em altura, combate a incêndio e educação física. Para integrar o corpo docente da ESB é preciso que o candidato tenha anuência de seus superiores e que seu currículo seja aprovado pelo comando da escola, verificando-se em especial sua capacitação e experiência profissional.

Mais de 2.000 alunos recebem treinamento na ESB todos os anos. Afora os quatro cursos de capacitação para cabos, soldados, sargentos e tenentes, com duração entre seis meses e um ano, a escola oferece 14 cursos de especialização, atraindo não só quem deseja seguir como bombeiro quanto profissionais de outras áreas como médicos, enfermeiros, equipes de emergência e membros das Forças Armadas. Além de receber pessoas de todo o Brasil e de outros países, os professores da ESB ministram treinamento em vários Estados.

A ESB ainda apoia o atendimento a grandes ocorrências, bem como abriga eventos como o Seminário Técnico-Científico de Salvamento Veicular – Rescue Days Brasil, o Seminário Técnico-Ci entífico de Combate a Incêndio – Fire Days, e a seletiva estadual e nacional do World Rescue Challenge, Desafio Mundial de Resgate.

Canção do Corpo de Bombeiros

Somos nós os audazes bombeiros
Cumpridores do nosso dever
Que no fogo voraz lutaremos
Para salvar ou morrer

Ao alarme, partiremos
A sirene nos apraz
No perigo estaremos
Levando momentos de paz

Nossa vida é lutar pelo povo
No incêndio e no salvamento
Se o destino está sempre em jogo
Só Deus nos dá seu alento

Com coragem seguiremos
Olhar franco e tenaz
Sempre unidos estaremos
Trazendo momentos de paz

Sempre alerta e altaneiros
O sinistro vamos combater
Orgulhosos de sermos bombeiros
Enfrentamos sem nunca o temer

Para frente companheiros
Vigilantes e leais
Ao estado nós bombeiros
Daremos momentos de paz

Letra: Sd PM Luiz Alberto Rocha
Música: Ten Cel PM José Ferreira de Abreu

Museu do Corpo de Bombeiros

Venha conhecer um pouco da nossa história!

Inaugurado em 10 de março de 2005, com o intuito de preservar a história do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, desde sua criação em 1880, com materiais, fotos, documentos e equipamentos, buscando descrever a trajetória da instituição e retratar a evolução dos equipamentos e dos serviços de bombeiros prestados a comunidade paulista.

Localizado no número 2.329 da Rua Domingos de Moraes, na capital, o casarão vermelho esconde verdadeiras relíquias. É o Centro de Memória do Corpo de Bombeiros. O prédio foi construído em 1927 por um engenheiro italiano e pertenceu à família Caruso. Em estilo art noveau, a construção é toda revestida de mármore e possui lustres de cristal e grandes vitrais. Em seus compartimentos, pode-se ver um pouco da história da instituição.

Na entrada, um carro vermelho do Corpo de Bombeiros que utilizava tração animal chama a atenção. Destaque também para o escafandro utilizado durante as décadas de 50, 60 e 70 do século passado e um extintor de incêndio de metal.

O subtenente Baroni, um dos responsáveis pelo espaço, explica que os objetos expostos estavam espalhados pelo Estado. “Muitos bombeiros, alguns até aposentados, ajudaram na formação deste acervo”, diz.

Outro objeto que impressiona quem visita o local é o Submersível. Trata-se um minissubmarino muito utilizado no Caribe e que foi empregado pelos bombeiros de São Paulo em tanques de mergulho.

Fotos históricas que marcaram a história da capital paulista, como os incêndios dos edifícios Andraus, Joelma e Grande Avenida, podem ser vistas. Subindo as escadas, há um espaço lúdico para crianças e adultos. São réplicas de caminhões e de automóveis de todo o mundo. O visitante também pode ver quepes, capacetes e insígnias de alguns corpos de bombeiros, como o de Nova York. Para finalizar o passeio, nada melhor do que uma sessão de cinema com as imagens de bombeiros do início do século passado.

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